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the book keeper

12
Jul17

Straight Outta Compton

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Straight Outta Compton foi lançado em 2015 e deu imenso que falar. O filme narra a história do grupo de gangsta rap N.W.A, desde a sua formação em 1987, até à quase reunião da banda em 1995. Como personagens principais tem algumas lendas do Hip Hop como Dr. Dre, Ice Cube, Easy-E, MC Ren ou Dj Yella, o filme dá-nos uma perspectiva do surgimento do Hip Hop na California, especificamente em Compton, tendo como pano de fundo a criminalidade e o racismo. Para quem gosta do tema, recomendo também o documentário Hip Hop Revolution, disponível na Netflix. As interpretações são muito boas, com destaque para o filho do Ice Cube que aqui representa o próprio pai. 

 

Not so fun fact: para as gravações, a produção não só teve de negociar com os muitos gangs da zona, como também foi necessário gerir conflitos entre os protagonistas reais da história.

 

07
Jul17

Kubo and the two strings

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Kubo and the two strings ou Kubo e as Duas Cordas (em português) foi lançado o ano passado e assim que vi o trailer no cinema fiquei a achar que devia ser um grande filme de animação. Não me enganei!

Esta é a história de Kubo, um rapazinho com apenas um olho mais cheio de magia e da sua demanda para conhecer o seu passado e resgatar o seu futuro. Fiquei absolutamente apaixonada pelo 3D stop motion e pela magia da história. Alternando entre momentos de ternura, alguma comédia e muita ação, o filme conta com um elenco bem conhecido do público: Charlize Theron, Ralph Fiennes, Rooney Mara, George Takei, Mathew McConaughey, entre outros. Se gostam de animação, façam o favor de ver.

 

Deixo-vos aqui o trailer para abrir o apetite. :)

 

 

 

 

13
Mar17

Overcome the impossible

Kathrin Honesta es una ilustradora de originaria de Indonesia. Ella se graduó en Diseño gráfico e ilustración en  Kuala Lumpur, Malaysia. Sus ilustraciones nos cuentan historias de personas con fe. Ella es creyente de Dios por lo cuál tiene un gran influencia en su trabajo. En su trabajo no importa únicamente que sea bonita, lo …:

 

Ilustração: Kathrin Honesta

 

"Cooper: We've always defined ourselves by the ability to overcome the impossible. And we count these moments. These moments when we dare to aim higher, to break barriers, to reach for the stars, to make the unknown known. We count these moments as our proudest achievements. But we lost all that. Or perhaps we've just forgotten that we are still pioneers. And we've barely begun. And that our greatest accomplishments cannot be behind us, because our destiny lies above us." Interstellar <3

17
Fev17

Wish I Was Here

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“You said, "Nothing in life will call upon us to be more courageous than facing the fact that it ends. But on the other side of heartbreak is wisdom.”

 

Wish I was here, é o segundo filme realizado por Zach Braff e como fã convicta de Garden State, posso dizer que não me desiludiu, de todo. A história centra-se no personagem Aidan Bloom, um actor “falhado” de 35 anos, com dois filhos sui generis, uma mulher que o sustenta suportando um trabalho horrível, um irmão que desperdiça o elevado q.i e um pai à beira da morte. O filme fala de tanta coisa importante e desperta tanta, tanta coisa. A constante busca pela felicidade, o não desistir mesmo quando tudo à nossa volta grita que estamos acabados, a responsabilidade e papel na família, a importância dos pequenos momentos. O filme faz-nos oscilar entre lágrimas e gargalhadas, tal como no primeiro filme realizado pelo actor. Fiquei surpreendida ao constatar que obteve mixed reviews e muitas delas negativas. Eu acho que vale a pena, que não é tempo perdido. Deixo convosco a decisão. 

05
Jan17

Annie Hall

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"A relationship, I think, is like a shark. You know? It has to constantly move forward or it dies.

And I think what we got on our hands is a dead shark."

 

Se nos livros vou tentando (e às vezes conseguindo) colmatar as lacunas no meu conhecimento, no cinema tenho um trabalho hercúleo a fazer. Há grandes clássicos que nunca vi e a propósito de uma conversa sobre o Woody Allen, um amigo meu, que é absolutamente fã dele, sugeriu-me uns quantos filmes que eu não podia deixar de ver. Comecei pelo clássico Annie Hall e apesar de não ser propriamente fã do Woody, rendi-me a esta "comédia romântica". 

 

O filme conta a história de Alvy Singer (Woody Allen), um advogado judeu divorciado e Annie Hall (Diane Keaton), uma cantora vinda da província. No fundo é sobre as aventuras e desventuras de um casal, nomeadamente os problemas conjugais que vão surgindo, enquanto tentam moldar-se e encontrar um "sítio" confortável não só enquanto casal mas também enquanto pessoas. O filme foi particularmente inovador pela forma como Woody Allen fala diretamente para a camera, dirigindo-se ao espectador, durante as suas sessões de psicoanálise. As discussões entre eles são completamente loucas e ao mesmo tempo assustadoramente próximas e familiares. 

 

Mas o que realmente me conquistou foi o final, mais precisamente a anedota final. Numa única frase, ou historieta, entre as muitas que vai contando ao longo do filme, Woody Allen consegue resumir, de forma absurdamente simples e esclarecedora, o que andamos aqui a fazer e porque nos sujeitamos, derrota após derrota, a esta coisa louca do amor. 

 

 

 

 

08
Nov16

Her

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 Pattern: According To Panda

 

“You know, I can feel the fear that you carry around and I wish there was…

something I could do to help you let go of it because if you could,

I don’t think you’d feel so alone anymore.”

 

Estou a ouvir a banda sonora maravilhosa deste filme, a rever mentalmente as cenas, os pequenos pormenores e continuo com uma imensa dificuldade de descrever aquilo que a história de Theodore me fez sentir. Her, realizado por Spike Jonzeé como muito bem descrevem no cartaz a love story. E ao mesmo tempo é tão mais que isso e isso somente.

 

Passa-se no futuro, um futuro bem construído e apresentado, subtil, tão subtil que o encaramos como a evolução natural das coisas e não como um cenário de mudança drástica, saído de um conto de ficção científica. Um futuro onde as pessoas não têm tempo para escrever cartas de amor e existem pessoas cuja função é precisamente escrever essas mesmas cartas e são sublimes a fazê-lo. Um futuro onde desaparecem barreiras físicas, mas surgem outras onde nos encarceramos e distanciamos do mundo, a presença física já não é absolutamente necessária. Talvez o filme seja uma wake up call para estarmos mais presentes, para não nos isolarmos, para não deixarmos que a tecnologia nos isole, mas o que achei verdadeiramente maravilhoso foi o quebrar de todas as barreiras, definições e estereótipos.

 

O amor entre um ser humano e um sistema operativo. É a história entre Theodore e Samantha que me emociona, a forma como crescem e aprendem um com o outro, e como tantas vezes acontece crescem noutras direcções. O desgaste. O sentirmo-nos sozinhos no mundo. A necessidade de olharmos para dentro de nós e procurarmos respostas. De nos sentirmos ligados aos outros. De viver uma e outra vez. De cair e levantar. De seguir em frente e encontrar um sentido para continuar.  Esta história é feita destas e tantas outras coisas para as quais as minhas palavras se esgotam. É preciso sentir. Absorver. Deixar-se levar.

 

Brilhante desempenho de Joaquin Phoenix, brilhante trabalho de cenografia e fotografia e como não poderia deixar de ser...brilhante banda sonora.