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the book keeper

08
Nov16

Her

her_spikejonze.jpg

 Pattern: According To Panda

 

“You know, I can feel the fear that you carry around and I wish there was…

something I could do to help you let go of it because if you could,

I don’t think you’d feel so alone anymore.”

 

Estou a ouvir a banda sonora maravilhosa deste filme, a rever mentalmente as cenas, os pequenos pormenores e continuo com uma imensa dificuldade de descrever aquilo que a história de Theodore me fez sentir. Her, realizado por Spike Jonzeé como muito bem descrevem no cartaz a love story. E ao mesmo tempo é tão mais que isso e isso somente.

 

Passa-se no futuro, um futuro bem construído e apresentado, subtil, tão subtil que o encaramos como a evolução natural das coisas e não como um cenário de mudança drástica, saído de um conto de ficção científica. Um futuro onde as pessoas não têm tempo para escrever cartas de amor e existem pessoas cuja função é precisamente escrever essas mesmas cartas e são sublimes a fazê-lo. Um futuro onde desaparecem barreiras físicas, mas surgem outras onde nos encarceramos e distanciamos do mundo, a presença física já não é absolutamente necessária. Talvez o filme seja uma wake up call para estarmos mais presentes, para não nos isolarmos, para não deixarmos que a tecnologia nos isole, mas o que achei verdadeiramente maravilhoso foi o quebrar de todas as barreiras, definições e estereótipos.

 

O amor entre um ser humano e um sistema operativo. É a história entre Theodore e Samantha que me emociona, a forma como crescem e aprendem um com o outro, e como tantas vezes acontece crescem noutras direcções. O desgaste. O sentirmo-nos sozinhos no mundo. A necessidade de olharmos para dentro de nós e procurarmos respostas. De nos sentirmos ligados aos outros. De viver uma e outra vez. De cair e levantar. De seguir em frente e encontrar um sentido para continuar.  Esta história é feita destas e tantas outras coisas para as quais as minhas palavras se esgotam. É preciso sentir. Absorver. Deixar-se levar.

 

Brilhante desempenho de Joaquin Phoenix, brilhante trabalho de cenografia e fotografia e como não poderia deixar de ser...brilhante banda sonora. 

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