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the book keeper

05
Jan17

Annie Hall

anniehall.jpg

 

"A relationship, I think, is like a shark. You know? It has to constantly move forward or it dies.

And I think what we got on our hands is a dead shark."

 

Se nos livros vou tentando (e às vezes conseguindo) colmatar as lacunas no meu conhecimento, no cinema tenho um trabalho hercúleo a fazer. Há grandes clássicos que nunca vi e a propósito de uma conversa sobre o Woody Allen, um amigo meu, que é absolutamente fã dele, sugeriu-me uns quantos filmes que eu não podia deixar de ver. Comecei pelo clássico Annie Hall e apesar de não ser propriamente fã do Woody, rendi-me a esta "comédia romântica". 

 

O filme conta a história de Alvy Singer (Woody Allen), um advogado judeu divorciado e Annie Hall (Diane Keaton), uma cantora vinda da província. No fundo é sobre as aventuras e desventuras de um casal, nomeadamente os problemas conjugais que vão surgindo, enquanto tentam moldar-se e encontrar um "sítio" confortável não só enquanto casal mas também enquanto pessoas. O filme foi particularmente inovador pela forma como Woody Allen fala diretamente para a camera, dirigindo-se ao espectador, durante as suas sessões de psicoanálise. As discussões entre eles são completamente loucas e ao mesmo tempo assustadoramente próximas e familiares. 

 

Mas o que realmente me conquistou foi o final, mais precisamente a anedota final. Numa única frase, ou historieta, entre as muitas que vai contando ao longo do filme, Woody Allen consegue resumir, de forma absurdamente simples e esclarecedora, o que andamos aqui a fazer e porque nos sujeitamos, derrota após derrota, a esta coisa louca do amor. 

 

 

 

 

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