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the book keeper

21
Out16

Thoughts on...My Beautiful Broken Brain

mybeautifulbrokenbrain.jpg

 

Pattern: Andy Gilmore 

 

“It wasn’t a logical reality, it was another dimension. I’d lost the ability to retain information

so I wanted to record this new and terrifying place I’d found myself in.“

 

Um documentário incrível, a história de Lotje Sodderland, por quem vão ficar apaixonados, uma rapariga de 34 anos que sofre um AVC. Parece deprimente? Podia ser, mas não é. Porque a Lotje é especial e decide explorar este nova realidade e os seus novos olhos de ver o mundo, de uma forma incrivelmente corajosa e criativa. 

 

Deixo-vos com uma frase do David Lynch que me marcou tanto quanto a ela:

"Within your own self there is a treasury…an ocean of pure bliss, consciousness, intelligence, creativity, love, happiness, energy and peace. Within every human being. Experience that and you will begin to know yourself, which is unbounded, eternal totality." 

Lindo.

17
Out16

A Bibliotecária de Auschwitz

abibliotecariadeauschwitz.jpg

Pattern: faucethead 

“Basta ser feliz pelo tempo que um fósforo leva a acender e a apagar. Dita fica em silêncio e pondera quantos fósforos se acenderam e apagaram na sua vida. Foram muitos, ela não é capaz de contá-los. Foram muitos pequenos momentos em que a chama brilhou, inclusive na mais absoluta escuridão. Alguns desses momentos deram-se quando, em meio ao maior dos desastres, ela abriu um livro e mergulhou nele.

A sua pequena biblioteca é uma caixa de fósforos.”

 

A Bibliotecária de Auschwitz é um romance baseado na história verídica de uma jovem checa - Dita Dorachova - e da sua estadia no terrível campo de concentração de Auschwitz. Aos 14 anos Dita era bibliotecária, uma profissão ilegal em Auschwitz, onde a posse de um livro era punida com a morte. Porque os livros nos fazem pensar, questionar, crescer e os nazis não queriam que os judeus e outros exilados pensassem. Queriam que morressem. Todos, sem excepção. E mesmo no meio da morte, da miséria, da degradação total, os judeus arranjaram forças para resistir. Dita manteve-se inquebrável. A sua tarefa de bibliotecária no campo familiar de fachada criado pelos nazis era um ato de rebeldia mas sobretudo um testemunho da resiliência e da força imensa destas pessoas testadas até aos limites que nunca julgaram ter. Abrir um livro, ensinar aquelas crianças foi como acender um fósforo de felicidade. E durante esse curto período, a luz vencia a escuridão. 

Este foi um dos livros mais brutais e impactantes que li sobre este período vergonhoso da história da humanidade. Já estive em Auschwitz. Já vi e li muitos filmes e documentários, mas à excepção da visita real, nada me fez compreender tão bem o horror vivido por estas pessoas. E também a capacidade incrível que temos de ser bons, humanos, fortes. Recomendo vivamente a todos. Acho inclusive que devia ser leitura obrigatória nas escolas.