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the book keeper

22
Ago17

Coisas que a tua cara-metade tem MESMO de saber

Quando a tua cara-metade não é um bookworm convicto, há coisas que é necessário esclarecer à partida. xD

 

Deixo-vos com as minhas "regras" essenciais (encontradas num artigo do Buzzfeed):

 

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Ou isso ou numa divisão diferente. :P

 

 

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A menos que não gostemos que escrevam nos livros e aí dispensamos a mensagem. xD

 

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That's a big no-no!

 

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Mas...

 

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"Where are my dragons?!"

 

 

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Se estivermos a olhar para o tecto, perdidos em questões essenciais, aplica-se a mesma regra...

 

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Or Mr.Fraser. Mas o meu coração tem espaço para os dois. xD

 

E por aí? Alguma regra estabelecida?

 

Podem ler a lista completa aqui. :)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12
Jul17

Straight Outta Compton

straightouttacompton.jpg

 

Straight Outta Compton foi lançado em 2015 e deu imenso que falar. O filme narra a história do grupo de gangsta rap N.W.A, desde a sua formação em 1987, até à quase reunião da banda em 1995. Como personagens principais tem algumas lendas do Hip Hop como Dr. Dre, Ice Cube, Easy-E, MC Ren ou Dj Yella, o filme dá-nos uma perspectiva do surgimento do Hip Hop na California, especificamente em Compton, tendo como pano de fundo a criminalidade e o racismo. Para quem gosta do tema, recomendo também o documentário Hip Hop Revolution, disponível na Netflix. As interpretações são muito boas, com destaque para o filho do Ice Cube que aqui representa o próprio pai. 

 

Not so fun fact: para as gravações, a produção não só teve de negociar com os muitos gangs da zona, como também foi necessário gerir conflitos entre os protagonistas reais da história.

 

10
Jul17

The Fountainhead

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Considerado a obra prima da escritora Ayn Rand, The Fountainhead foi publicado 1943, após ter sido recusado por sete editoras e já foi vendido milhões de vezes no mundo inteiro. Esta é uma obra sobre o individualismo, não no sentido distorcido que a sociedade lhe tem dado, mas o individualismo utópico, o melhor do homem que origina o melhor nos seus semelhantes, na sociedade e na vida.

 

O protagonista da história é Howard Roark, um jovem arquitecto que não verga, não se submente, não pode ser domado, se isso significar comprometer a integridade do seu trabalho e das suas crenças. Homem à frente do seu tempo, Howard era moderno quando ser-se moderno era ser-se repudiado pelos seus pares e pela sociedade. Fez-me lembrar um bocadinho a postura dos japoneses em relação à escrita do Murakami.

 

Este é livro é uma crítica forte ao conformismo que nos obriga a comprometer aquilo em que verdadeiramente acreditamos. Howard Roark e Peter Keating são os opostos usados para demonstrar a teoria.

 

Não é uma leitura fácil mas não tenho mínima dúvida de que valeu a pena.  

 

07
Jul17

Kubo and the two strings

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Kubo and the two strings ou Kubo e as Duas Cordas (em português) foi lançado o ano passado e assim que vi o trailer no cinema fiquei a achar que devia ser um grande filme de animação. Não me enganei!

Esta é a história de Kubo, um rapazinho com apenas um olho mais cheio de magia e da sua demanda para conhecer o seu passado e resgatar o seu futuro. Fiquei absolutamente apaixonada pelo 3D stop motion e pela magia da história. Alternando entre momentos de ternura, alguma comédia e muita ação, o filme conta com um elenco bem conhecido do público: Charlize Theron, Ralph Fiennes, Rooney Mara, George Takei, Mathew McConaughey, entre outros. Se gostam de animação, façam o favor de ver.

 

Deixo-vos aqui o trailer para abrir o apetite. :)

 

 

 

 

05
Jul17

Netflix and Chill | Séries do momento (kind of...)

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Dois meses depois estou de volta e para tentar compensar o tempo perdido, pensei que seria interessante partilhar algumas das séries que tenho visto nos últimos tempos. Onde? Na Netflix. Where else?

 

13 Reasons Why

 

 

Esta não é propriamente novidade. Deu que falar não apenas entre os amantes da Netflix mas por todo o mundo. Fala-nos da história de alguém que decide suicidar-se mas antes grava em cassete as 13 razões que a levaram a este desfecho trágico. Poderosa, chocante, necessária. Esta série vai dar-vos que fazer.

 

Dear white people

 

 

Dear white people é a sequela do filme com o mesmo nome, lançado em 2014 pelo realizador Justin Simien. É um comentário mordaz e acutilante do racismo nos dias de hoje. É tão extremo em algumas coisas que roça o insólito. Se conseguirem vejam também o filme.

 

Girl Boss

 

  

Girl Boss baseia-se na história de Sophia Amoruso, a miúda que ficou conhecida por lançar a "Nasty Girl", um negócio milionário de roupa vintage, a partir do Ebay, aos 23 anos. Infelizmente a Netflix já anunciou que não haverá uma segunda temporada mas a primeira temporada ainda está disponível e vale pelo desempenho da protagonista - Britt Robertson. 

 

Outsiders:

 

Apesar do meu caso amoroso com a Netflix ser coisa séria, há escapadinhas que é impossível evitar. Nesta inclui-se a série Taboo com o talentoso Tom Hardy e a amorosa This is us. 

 

Taboo

 

 

This is us

 

 

E por aí? O que andam a ver? :)

 

14
Abr17

Gone Girl

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“There's a difference between really loving someone and loving the idea of her.”

 

Aqui está outro caso tardio. Lembro-me que houve muito falatório à volta do filme, mas como queria ler o livro primeiro acabei por não ir vê-lo ao cinema. Ficou esquecido, até à semana passada. A partir daí foi devorar página atrás de página desta história incrívelmente arrepiante, escrita pela Gillian Flynn.

Para quem como eu, permanece na ignorância, esta é a história do casal ideal: Nick e Amy Dunne. Dois jovens que se apaixonam arrebatadoramente em Nova Iorque. Vivem uma vida de sonho até que, com a crise imobiliária, perdem o emprego e se mudam para a terra natal de Nick, Carthage, no Missouri. A ação começa no dia em que fazem cinco anos de casamento. Amy desaparece, a casa parece ter sido assaltada, há indícios de violência. Todas as pistas apontam para o suspeito do costume. Conseguem adivinhar quem?

Não vou revelar mais nada porque não quero fazer spoilers. Quem já leu, o que achou?

 

13
Abr17

Clockwork Orange

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"Goodness is something to be chosen. When a man cannot choose he ceases to be a man."

 

Baseado na obra de Anthony Burgess, A Clockwork Orange é um clássico cinematográfico realizado por Stanley Kubrick, que só agora conseguir ver. Shame on me! A história passa-se no futuro, onde, como se prevê em todas as distopias, o mundo oscila entre a civilização utópica e o seu lado mais negro e decadente. Alex DeLarge é um sociopata dedicado a infernizar a vida de todos à sua volta, até que vai longe de mais e acaba preso. Miraculosamente, surge um tratamento científico que promete arrancar a maldade do interior de todos nós. Em apenas 15 dias, um assassassino é reformado e reintegrado na sociedade. Como? Através de métodos científicos questionáveis que no fundo não o tornam melhor, mas apenas incapaz de fazer o mal, de escolher entre uma coisa e outra.

 

É um filme brutalmente impactante. Destaque para a banda sonora que desempenha aqui um papel principal. Se não viram, façam como eu, ainda vão muito a tempo. ;)

 

12
Abr17

“love is a skill, not just an enthusiasm.”

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Pattern: Ashley Hastings

 

“Marriage: a hopeful, generous, infinitely kind gamble taken by two people who don’t know yet who they are or who the other might be, binding themselves to a future they cannot conceive of and have carefully omitted to investigate.”

 

Alain de Botton é um escritor suiço que ficou conhecido por aplicar ideias filosóficas ao quotidiano. Esta prática consolidou-se nos vários livros que tem escrito ao longo dos anos e também na criação da School of Life, uma escola dedicada a criar uma nova forma de educação, com o objetivo de trabalhar e desenvolver a inteligência emocional. Se não conhecem, visitem o site e preparem-se para ser agradavelmente surpreendidos.

 

The Course of Love é o primeiro livro que li deste autor e desconfio que não será o último. Como indica o título, o tema principal é o amor, mais especificamente, o desenrolar das relações românticas ou amorosas. Nele somos apresentados a um casal e enquanto ouvimos a sua história, o autor faz diversas pausas para racionalizar e interpretar ambos os lados da questão. A questão central é a ideia romântica, o passar dos casamentos arranjados para o ideal romântico e todas as suas premissas. Podia ser aborrecido, mas não é. O autor esforça-se por nos dar diferentes perspectivas e também por destacar a pressão que a nossa sociedade e também as nossas expectativas e personalidades exercem nas relações amorosas. Em última instância é sobre a dificuldade de ter uma relação longa, com alguém que não nós próprios ou os nossos pais. 

 

Se este tema vos interessa, o Alain de Botton é o vosso go-to. Garanto que vai pelo menos por-vos a pensar. 

 

 

10
Abr17

A Man Called Ove

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Illustration: campsis

 

“And time is a curious thing. Most of us only live for the time that lies right ahead of us. A few days, weeks, years. One of the most painful moments in a person's life probably comes with the insight that an age has been reached when there is more to look back on than ahead. And when time no longer lies ahead of one, other things have to be lived for. memories, perhaps.”

 

Eu nem sei por onde começar com este livro. É sempre assim com livros que me emocionam profundamente. 

A Man Called Ove, é sobre um velhote que perdeu a sua cara-metade e que por isso decide que não tem mais razões para viver. Ou pelo menos é o que ele acha porque a vida troca-lhe as voltas e põe no seu caminho uma família muito especial e um gato muito teimoso. A história é absolutamente ternurenta, particularmente na forma como nos conta o romance entre Ove e a sua mulher. Como é que duas pessoas tão diferentes podem completar-se, puxando pelo melhor de cada uma? É um livro que dá que pensar nas coisas importantes da vida. E o Ove era um homem de coisas realmente importantes, de valores e de princípios. O Ove roubou o meu coração e tenho a certeza que será capaz de roubar o vosso. :) Mal posso esperar para ver o filme!

 

A este respeito, aproveito para comentar que mais uma vez os escritores suecos me surpreendem. Nos mais diversos géneros, a literatura sueca tem vindo a posicionar-se no pódio dos meus favoritos. 

07
Abr17

Pluto: A Wonder Story

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Designs by: Miss Mandee

 

“And when good friends need us, we do what we can to help them, right?

We can’t just be friends when it’s convenient. Good friendships are worth a little extra effort!”

 

Pluto: A Wonder Story é um conto com a autoria da R.J Palacio que nos conta a história de dois melhores amigos que se vão separando à medida que crescem. Um é um miúdo normal, o outro tem uma grave deficiência facial. É uma história amorosa, onde se aborda a dificuldade em permanecermos amigos, em sermos altruístas, em fazermos a coisa certa. Porque quando crescemos, fica tudo mais díficil. 

 

Esta é na verdade uma espécie de prequela do famoso Wonder, no qual o amoroso Auggie Pullman é a personagem principal. Ainda não tive a oportunidade de o ler mas espero fazê-lo assim que possível. 

 

Apesar de pequenino, este é um livro intenso e muito especial. :)